quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Os meus trinta segundos

Eu de tanta Terra do Nunca, fechei a janela.

É difícil. Muito. E o ranger desse fim me canta tristeza. Marejo os olhos. E me perco no embalo das ondas de uma saudade que não é minha, que eu não tenho, do que eu não conheço ou vivi. Eu de mão no queixo e tanta espera.

Sonhei com girassóis, seda pura e gazar. Havia jasmim-laranjeira, riso e fitas de todas as cores. E dança e boa música também. Havia, sobretudo, Botticelli. Pareceu a vida inteira. Nem foi. Eu de mão no queixo e tanta espera.



Vocês trazem alegria para esta casa.

5 comentários:

nikicampos disse...

tão simples,
e tão profundo,
impressiona.

Arianne Pirajá disse...

linda. ;*
ei, parece q a gente tem um amigo em comum, o [weyden] filho.

luciodanone disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Astronauta do Absurdo! disse...

É, parafraseando Hugo Chaves, pelo cheiro de enxofre, Luci... passou por aqui.

Aline Chaves disse...

vou moderar os comentários daqui...