quarta-feira, 23 de julho de 2008

Meu sonho tem cheiro de tarde de chuva e me traz gérberas na madrugada

"E no seu apartamento
Ela se esquecia de tudo
Não havia contratempo
Ela segurava o seu coração
E largava as roupas pelo chão..."
(Princesa - Ludov)


Eu escuto mesmo é o que gosto...


Vocês trazem alegria para esta casa.

terça-feira, 15 de julho de 2008

"Mas fica, meu amor
Quem sabe um dia
Por descuido ou poesia
Você goste de ficar"
(Fica - Chico Buarque/1965)



Estou aprendendo...
Ocupo meus dias e noites.
E de saudade imensa faço quase saudade.
Porque de tanto "quase" é que eu me faço tua.




Vocês trazem alegria para esta casa.


terça-feira, 24 de junho de 2008

"não tem coração que esqueça"

Quero descobrir meu caminho nas espirais desenhadas em tua mão. Desejo que as cores do meu dia venham do teu riso, que o som da minha paz tenha teu cheiro. Trago medo do que não conheço e pavor imenso do que me aconteceu. Preciso de paciência. Muita. Comigo e para mim.

A esperança de janeiro. O tanto tempo. Quero o suspiro de fevereiro. O pulsar mais uma vez. E que todas as manhãs tenham o cinza da saudade em março. Quero as curvas de abril me guiando a vida inteira. Os ventos de maio! Desesperadamente os ventos de maio. Anseio pelas fogueiras de junho. O muito. As lembranças mais antigas do que poderiam ser minhas. Julho, quando a Roda começa a mudar. Os laços. Os nós. E nós precisamos desse caminho também. Agosto de início e medo. Os primeiros passos. Em falsos quereres. As horas sem fim. É setembro e o céu anuncia a incomensurável beleza do azul. E me visto de azul. E sou azul. Porque é de desejo, calor e primavera que me faço toda amor. Em outubro a certeza do fim. E todo fim é triste. Enfim. As folhas caindo me lembram disso. Novembro de começo e mais uma vez e sempre. Em novembro o ar é outro. O suspiro preso. O muito por fazer. E de amor e certeza faço minhas tardes. Em dezembro pequenas vendedoras de fósforos espalham caridade em janelas fechadas. E eu sou riso, suspiro e mar a vida toda.

Para me perder em mim. Te iluminar. Me aceite. Me receba. Me acenda.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

4015 ou quase isso.

E se eu dissesse o que mareja meus olhos e quebra meu suspiro?
Os muros de mim são altos.
Isso não é uma hipérbole.






Vocês trazem alegria para esta casa.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Do que eu não falo



Esperei a vida toda. Tanto tempo que só meu mundo sem tempo mensura. As minhas hipérboles sem fim. E de tanto amor que tenho, desisto. Não consigo. Não sou metade. E se sou, sou só metade. Só.

Melhor agora que depois. Tenho uma pressa imensa. O fim. Sempre. Gosto de segurança. Da minha tranqüilidade. E pouco me importa o quanto eu vou perder. Eu perderia. Eu sei. Questão de tempo. Eu que não sei contar o tempo. Pouco me importa o relógio. Eu sou a dona das horas.

Quero que me recitem Vinícius. Quero girassóis. Quero ter meu dia de Flora. Quero meu Oberon.

É difícil isso?





Vocês trazem alegria para esta casa.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Eu I





Não, nem é amor.
Isso que me consome o tempo e me balança o pé.
A urgência, a saudade imediata.
Eu sei, o suspiro, o calor e a música. Nada disso é amor.
O amor sou eu.





vocês trazem alegria para esta casa.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O ciúme e o vento




O ciúme cerrou meus lábios e meus punhos.
Findou meu bom humor.

O ciúme declarou-me guerra.
E lá vou eu caçar moinhos...








vocês trazem alegria para esta casa.