quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sobre o expressionismo e o arremesso de pedras

Olhou aquele Modigliani com o mesmo ponto de interrogação na testa, lágrimas nos olhos e aperto no coração que tinha ao ouvir os passos na escada. Gostava de deixar a porta aberta, mas sempre fechava os olhos ao iniciar dos passos, como quem reza ou tem medo. Desejava o barulho daquelas pedras miúdas jogadas em sua janela. Sempre acordava ao primeiro ressoar da pedra no metal. Como quem ouve um sino ou um grito perdido. Eternamente a respiração curta e todo o amor do mundo. Depois nem era mais. Mas ainda há tanto. E nem a sisudez que me imponho esconde minha esperança. Porque eu sou feita de uma matéria que não tem fim, nem resseca, nem endurece ou quebra. E daqui a pouco, disso, nem lembrança eu tenho mais.
vocês trazem alegria para esta casa.

4 comentários:

Caroline disse...

Eu sempre fecho os olhos antes do primeiro passo.
:)
Lindo.

Flaviane disse...

Adorei teus textos.
uma simplicidade marcante.

:*

Laís Romero disse...

Você foi premiada.

Olha lá no Alecrim... bjs

Anônimo disse...

até onde essa esperança nos leva?

as vzs é o que resta.
né?

big beijo.