quarta-feira, 26 de março de 2008

Teresina, 23 de março de 2008.

Não consigo. Definitivamente, eu não posso fazer nada. Um medo imenso, maior do que a esperança que eu sinto, resolveu fazer ninho em minha cabeça.

Meu coração pulsa motivado a mudar o mundo desde ontem. Mas o resto de mim tem medo. Eu de todo o amor sem fim.

Tua. A pele, o cheiro, o amor. Tua, sim. E eu só espero que me aceite. Peço com os olhos, com o corpo inteiro, mas me falta voz. O medo fez ninho em minha garganta também. Queria ter dito do meu amor. Da felicidade imensa e da gratidão que eu sinto pela vida recebida novamente. Adoraria ter dito entre suspiros que voltei a ter fé. Teria feito declarações de amor como quem reza, mas o medo, senhor da situação, me calou.

Esperei por muito tempo para ouvir o que você disse. Foi a primeira vez que eu escutei “eu te amo” e não “eu também”. E isso me faz fechar os olhos e tremer até agora. Sempre tive muita pressa, dizia o que queria sentir e não o que sentia. Talvez por isso nunca tenha acreditado no amor. Bom, eu acredito no amor... acredito mesmo... como todo mundo acredita um pouco, e sai distribuindo um pouco de amor pelo mundo. Mas é essa a questão: o amor pouco. A troca. E isso eu não sei fazer. Já passei por muitas e terríveis. Algumas ainda doem. E vão doer enquanto eu estiver aqui. Mas, com a dor, aprendi a conviver. Com o amor, ainda não.

Eu te amo. Muito. Amei antes tuas letras e a magia nas linhas feitas. Depois amei os olhos e as mãos, exatamente nessa ordem. Mas já amava a presença e não sabia. A saudade que me contou. Amo o riso. O calor. Amo o abraço. E de lembrar da minha cabeça em teu ombro, mais um suspiro por não te ter agora. Você, o meu baú de suspiros.

E enquanto escrevo, lembro dos muitos avisos para cuidar de mim. Não deixo de pensar nisso um minuto. É um pouco tarde agora. Não consegui; espero que você o faça. Agora que sou tua, e a cada linha escrita passo a ser ainda mais. Espero que você o faça. Ou me diga qual o outro caminho.

É meu e livre, o amor que ofereço. Sim, ofereço; não espero retribuição. Sei das tuas escolhas e espero, muito, que todas estejam certas. Desejo tua felicidade tanto quanto desejo a minha. Por isso me preocupo também. E só eu sei como anda meu coração depois que parte dele está contigo.
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Vocês trazem alegria para esta casa.

2 comentários:

Nosrednew Solrac disse...

é realmente de uma emoção indescritível o momento em que descobrimos, enfim, que o amor existe e que não é só uma promessa de sentimento...

Espero que tudo isso seja real, e não apenas um fingimento de poetisa. Te adoro muito, minha amiga, e quero q sejas muito feliz. E que a resposta que vc ouviu no lugar de um "eu também" tenha sido sincera.

Bjo!!

iury disse...
Este comentário foi removido pelo autor.